25.7.09

Rabiscado, sem jeito. Apenas mal posto. Talvez antes contido.Não saberia exatamente de que forma analisar, mesmo o raio de sol batendo exatamente no local propício para que a imagem esboçasse seu singelo detalhe.Gostava do torto, do transcrito. Do que tinha algo de terra, que já fora molhado.Do que fora ficou por muitos anos, que por intermédio do vento, a areia moldou.Do que era vivido, mesmo que pequeno, gigante.
Grande, demasiado.Como homens em fila para a morte certa.Como a morte a espreita eterna de quem não a procura.
Do abraço gélido desse inverno com solidão.
Com a distância insossa de quem não ama. Com o vazio das estradas, com esses quilometros que nos separam. Com todos os ventos clamando proteção. Com o meu corpo todo pedindo teu calor, ansiando o teu cheiro.
E faz pouco tempo.

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