"Eu vou sair, talvez te encontrar. São 5:30h da manhã."
Todos andavam tanto sobre as estradas frias. Andavam com um sorriso de superfície no rosto: boca pintada, seus dentes à mostra. Duas ou três máscaras, fantasias e alegrias.
Andavam com caminhos já bem postos. Como era fácil!
Enquanto eu, como se perdida, sabia. Sabia que as pedras eram encontradas, as decorava e amava.
Sabia que se a sede de saudade fosse tangível, teria gosto de álcool, que desce pela garganta e rasga. Teria portanto suas mesmas consequências: entorpecimento, náuseas, e indefinidamente, nostalgia.
Sabia do que não se encontrava, e do que facilmente era pego. Porém, sem dizer, eu andava, como que perdida.
(...)
3.8.09
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