Era uma história de poucas palavras. Não tinha jeito de contar ao certo o que vira, posto que o sentido era mui amplo. Mas tentou explicar, aos poucos.
Era ainda tão nova, mas com plena noção do seu rosto, do seu tamanho. Não deveria jamais usar de algo que não fosse somente seu. O corpo era seu? Morada da alma, seu corpo era casca. Somente seu era o espírito. Presentes que dava eram as palavras, escritas, transcritas, rabiscadas. Falava com outro jeito, olhar rasteiro, sem agressão. Quase oriental, pairando em brisa, verde grama e chuva laranja.
A outra pequena, menina morena, anda com olhos quentes, boca em silêncio.
Por entre folhas de outono, ela se prende em pensamentos Deus sabe onde.Ela anda com Deus, em verdade. Sabe de forças que existem além do que se vê: hirondelle, no céu azul voa em busca do sol.
Juntas, sabendo. Juntas com saudades de ambas e de todos. Juntas, sempre.
23.12.09
22.12.09
Tout le monde.
A dor de cabeça insuportável. Morreria?
Morreria de saudade, morreria de medo. A cabeça latejava, melancólica.
À espera do seu amor, à espera do melhor beijo do mundo, daqueles olhos que ela aprendera a ler, do cheiro, do sorriso, ah! O sorriso. Seu mundo ficava brilhante, além das cores, outro planeta, quando ela percebia a veracidade do ritmo da alegria. Quando ele a pegava no colo, quando ela chorava... O mundo, ah! O mundo que é belo, pois ele o habita. O mundo dela que a ele dedica. Que pinta, que corre, vive e ama. Ele existe, e a cabeça dela lateja de saudade. Abstinência. Do corpo, da voz, do jeito exato que só ele tem.
Toda sua.
Todo meu.
Morreria de saudade, morreria de medo. A cabeça latejava, melancólica.
À espera do seu amor, à espera do melhor beijo do mundo, daqueles olhos que ela aprendera a ler, do cheiro, do sorriso, ah! O sorriso. Seu mundo ficava brilhante, além das cores, outro planeta, quando ela percebia a veracidade do ritmo da alegria. Quando ele a pegava no colo, quando ela chorava... O mundo, ah! O mundo que é belo, pois ele o habita. O mundo dela que a ele dedica. Que pinta, que corre, vive e ama. Ele existe, e a cabeça dela lateja de saudade. Abstinência. Do corpo, da voz, do jeito exato que só ele tem.
Toda sua.
Todo meu.
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