26.1.10

Mais uma noite sem sono, meu Deus, como as estrelas, a Lua , o escuro me dói de vez em quando, como alguém ainda ousa fazer o que não existe, que nexo não há, existe a vertigem, existe o medo, estamos todos tão assustados, é a Lua, meu bem; é o cão que late sem motivo, é a poeira que subiu com a chuva interminável de todas as tardes, é o vento e os mil filmes na lista, o cheiro de pipoca que é amor, mais uma noite, eu aqui, sem sono, temendo por não ver os teus olhos nesse instante, por não rir feito louca, escrevendo sem jeito, lembrando da moça que nos faz rir tanto, e me faz ter pena de um jeito de pegar no colo e falar baixo, com bem, pois compaixão eu tenho e guardo fundo, talvez longe, sem sono, com orgulho e dó, de um jeito tão meu, tão nosso de olhar na noite, as estrelas que me dóem tanto sem ti, sem esse meu bem, com sono, sem medo, sem jeito, amando, nas estrelas, nesse escuro nosso bem, com amor, com zelo, cuidado e apego, rindo, sonhando talvez em mais uma noite, meu Deus, "como você me dói de vez em quando!".

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