Ah, minha moça, volta com o teu sangue, com os teus cabelos pretos e com o teu olhar fixo. A moça, vem me dizer o que fazer, com rigor, mandando. Vem para eu te dar um abraço e te ouvir falando do meu cabelo(quando ele ainda era longo, claro como o trigo, batendo no vento, no tempo, no vento, no tempo).
A minha outra moça falou para que eu ficasse. Você diria para eu ir.
O meu amor está aqui, e precisa de mim. Ah, minha moça, esse tempo me dói! A o vento daqui, minha moça, só queria que sentisse ele soprando na sua pele morena.
É morena, não tá tudo bem.
Estou pensando nas distâncias, cada vez mais longas. Cada vez menos tempo, cada vez mais suspiros, aquela dor no peito vinda do coração reclamando do aperto: não há mais espaço! Quanto ocupa tanto amor? Coração batendo, ele só quebrando.
Ah, minha moça, vem para eu te falar o quanto ainda, depois de tanto, o quanto ainda a distância aperta o meu peito sufocando todo o espaço. O quanto pesa esse amor, esse amor de tudo que carrego.
Essa distância que aperta, pois é tanto amor.
18.3.10
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2 comentários:
Ain, Nat. Que lindo isso, cara. Adorei, de verdade. Me fez lembrar muito da Giuliana. (A da Tattoo) Lindo de verdade, mulher. *-*
beijo ;*
Saudade!
achei lindo o teu "espaço"
tudo de bom pra vc Natz.
Abração
Thiago Alves
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