9.7.10

Novamente. Novamente a dor no peito pulsou, como se uma lança invisível cravasse e arrebentasse todas as veias próximas. Sangue no pulmão, saindo pelo nariz e pela boca.
Vazio no estômago. Sentimento sem nexo.
Fiquei nervosa porque o quarto estava em desordem, e... alguma coisa desorganizada dentro de meu antigo celoma. Uma desordem na parte frontal do meu cérebro, umas glândulas andando sozinhas, dentro do meu corpo.
E o sangue.
Sangue quente, a bebida quente, a insônia fria.
Sem porquê gritei, disse estar doente. Dessa vez eu falava, dizia o que sentia, visto que agora as coisas são tidas como elas são. Nada oculto, somente o que da minha boca quente não se exprimia. Aquilo que não se exprime... que nem a dor no peito explica.
Nem o incenso aceso, as vertigens. O frio. Nada.
E eu carrego o peso do mundo. Eu que acho o mundo leve.

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