
Se fosse por ser, céu não haveria.
Por amor, só com guia.
Rima rica, rima pobre. De noite bem,
lua amena, por dias: horas frias.
Seria vocação a palavra que ela precisava lembrar? Talvez não, com a confusão na mente, com alergia e falta de sono, a palavra certa (aquela poderosa e unânime que descobrira numa tarde de sábado) havia sido esquecida nos recônditos da mente, juntamente com o que tinha feito lá pelas 14:00h de ontem. Por isso se atrasou hoje? Por que não lembrava a palavra certa na linha de pensamento que precisava ser desenovelada naquele instante e não, enfim, depois como tudo o que guardava, e ah! como acumulava coisas em sua mente de papel já que a de sangue falhava. Falhava, disseram, por ser representativa. Ora essa, disseram-lhe também que amar/gostar/chorar não se escolhe hora e nem lugar, porém ela tinha a legítima certeza de que tudo depende de algo além do sangue, do cérebro e até do pensar: depende da vontade exclusiva. Seria "vontade" a palavra agora? Não, absolutamente. "Inclusive o "sentir" era representativo?" Perguntaram os que antes disseram.
Limitando-se a olhar para os dedos ela disse (talvez tenha dito com os olhos, sabe, as palavras silenciosas...) que sentir frio era ocasional, mas sentir choro era intencional. Oh!!! Ruflem os tambores, visto que a palavra é: INTENÇÃO.
E para essa, não cabem as mil palavras.
Ela concluiu, deitou e sonhou.
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