11.10.11

Acabou.

Agora sim: gritem e batem palmas, porque acabou.
Acabou o riso, o choro, os olhares, beijos e abraços. Acabou a gargalhada fagueira, o almoço e a janta. Acabou.
Acabou com lágrimas, porque sempre dói mais pra um. Acabou por mentiras, por outras pessoas, por tanta coisa acumulada: acabou.
Acabou e o coração dilacerado insiste em pensar, em querer, em pedir, em enciumar-se e voltar atrás. Mas, uma vez acabado, é acabado sempre.
Acabou o violão. Acabou o perfume e os presentes. Acabaram-se as flores, e começaram as mágoas, os rancores.
Acabou o eterno amor. Acabou, mas ninguém decidiu isso. O tempo acabou com a eternidade. Destruiu o que sobrou. A noite destruiu, a cerveja deteriorou.
Se foi o que era justo. Por que? Por não saber.

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